POEMETO EMBRIAGADO

16 de julho de 2010 0 comentários

Eu te amo no almoço e te amo no jantar e quem vai pagar a conta desse amor que não fica só no chá? Desventura em pensar que ainda ontem eu li o seu jornal da Folha e guardei a página principal. No alto do Mangabeiras naquele mirante de memórias
de tantas pernas para o ar
era você quem estava lá.
Em pensar que hoje vou seguir viagem no voo mais rápido pulando as pontes aéreas e para quê tantas pontes, meu Deus, se a linha do horizonte está cerrada...

O que levo para você ?
um litro de bourbon
que sei que te embriaga.
Um fondue de chocolate com cardamomo moreno e cremoso que é para esquentar mais rápido. Você vai de uísque
e eu vou de Calamares
para a noite não perder
seus contrastes.
( Marília Mendes/1º de junho de 2007 )

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